Grande Família

20.06.2014
Texto: Thaísa Sabino / Erik Schnabel
Fotos: Rafaella Abritta / Arthur Schnabel

 

Festival que reuniu todas as tribos em Goiás 

O Festival Grande Família reuniu adeptos de diversos gêneros da Música Eletrônica nos dias 14 e 15 de junho, em Planaltina-GO. O “tuntstunts” teve de tudo um pouco: Psy Trance, Progressive, Techno, Deep House, Dark Trance, Full On, Rock, Rap, Heavy metal, Chill Out, slackline, pista de skate, ciclismo e grafite nos arredores de Lagoa Formosa.

O festival foi organizado em três pistas, bar, praça de alimentação, área de camping e tenda de cura. Nas pistas, tendas com decorações psicodélicas pareciam se mover com a música. No Line up, mais de 60 artistas entre Djs e bandas. “As apresentações são bem ecléticas porque o público da festa também é”, relatou Pedro, um dos organizadores.

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Motivados a criar um momento de religare com a natureza, os organizadores Daniel Valadares & Cia escolheram a dedo a locação. Ao sair da cidade, pequenas lagoas e plantações. No caminho para Planaltina, vistas privilegiadas de mata nativa. Seguindo por direções ermas, até a estrada se transformar em terra vermelha, encontramos o “Pontal da Lagoa”.

Ao entrar na pista, uma decoração futurista cybernética, luzes e muita música rolando. Um vasto mundo de cultura e psicodelia. Espetáculo à parte para o pôr do sol no Lago visto da Pista de dança, sensacional! Para aumentar a adrenalina, Rogério Pitanga e Laysa, proprietários da Megatrash facebook.com/megatrash, montaram n um Mini Ramp onde vários bikers e skatistas radicais puderam executar suas manobras ao som de muita música eletrônica.

Destaques para o som de Mentalbroadcast full on da gravadora “ 24/7 da Áustria“ e Subverso (prog) de Santa Catarina. Sarto quebrou tudo na Pista Transe. Allan Villar, Mari Perrelli e Moz arrepiaram a galera na pista Soundsystem. E pra galera do Dark, Kranio e Lapse tocaram um Forest intenso.

Raves rompem com a lógica do sistema. Criam uma nova ordem cósmica, uma experimentação mágica de transformação. Saímos das cascas, das latas, dos prédios, do asfalto e nos entregamos a um novo contexto: natureza e uma realidade paralela e transcendental, de prana, arte e dança.