Alok Petrillo - Revelação da Música Eletrônica Brasileira em 2014

Alok Petrillo vem de uma família de artistas, avô cineasta, avó desenhista, tios fotógrafos e pai, mãe, irmão e primos Djs. Ele é filho das lendas vivas do trance,  os DJs Juarez Petrillo, o  Swarup e Ekanta Jake. Aos 10 anos começou a aprender a tocar, brincando de música com o irmão gêmeo Bhaskar, sendo ensinado pelos “tios” Pedrão e Zumbi.

Os gêmeos, andando de skate, bicicleta, brincando, crescendo e compondo juntos criaram o Logica. Com 19 anos, após uma temporada em Londres, cada um acabou desenvolvendo um projeto paralelo e Bhaskar montou, com Priscilla Petrillo, o Second, projeto de psytrance; e o Exxodus, de low bpm. Alok, depois da separação da dupla, passou a criar faixas para seu projeto solo, que tem seu nome.

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Não foi uma transformação fácil. Ele teve que se redescobrir e deixar que seu novo som encontrasse seu público. Teve que conciliar o curso de Relações Internacionais, com os sets e festas para tocar. Mas não desistiu do seu amor pela música. Antes disso tudo dar certo, Alok acreditou no seu sonho. E fez seu sonho acontecer. E seu próprio som levou para o mundo.

“No começo eu fui na contramão de tudo. Meu pai chegou e disse: - Alok, você está fazendo house, isso não tem nada a ver. O psytrance é garantido”. Mas hoje Swarup agradece ao filho por não tê-lo escutado, porque reconhece que Alok está chegando em locais que eram inalcançáveis para o pai. Vindo de uma família intimamente ligada as artes, esse apaixonado pela música está quebrando todas as barreiras e rótulos com o seu som.

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Reinventando melodias e criando de maneira única, dançante e expressiva uma música que tirou o underground da pistinha, e transformou UP Club num brand forte, Alok se tornou residente da Green Valley e está escalado para a Tomorrowland 2015 no Brasil.

Ele tem consistência musical e história para contar. Ainda criança, percorreu o mundo com os pais. Dos 9 aos 12 anos morou em Alto Paraíso, onde hoje é seu local de reconexão com seus valores, seu refúgio encantado. É pra lá que Alok gosta de ir para equilibrar as energias, conectar-se com a natureza, rever os amigos e a família. E foi lá que nos encontramos para essa entrevista.

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Entre o almoço e o set de gravação fluiu um longo bate papo que você poderá acompanhar em matérias on line e em video, que estarão na página do site www.MúsicaEletrônicaBrasileira.com, no facebook www.facebook.com/mebmusicaeletronicabrasileira e na coluna da MEB no Finissimo: www.finissimo.com.br/colunas/meb.

Acompanhe toda a nossa a entrevista e conheça um pouco mais do lado pessoal e profissional desse grande artista. São muitos envolvidos no processo para que o Dj e Produtor esteja fazendo música e em cima do palco, emocionando o público e levando o coro a loucura. A equipe é grande, são vários managers, produtores, pesquisas, logística, marketing e muito mais.

Felipe Lobo, Gabriel Lopes, Maycon Dal Evedove, Erico Salutti e todos da agência Plus Talent são amigos e parceiros, e compõe a base para que tudo saia perfeito antes, durante e depois do show. Estão todos sincronizados, trabalhando muito e fazendo acontecer.

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Aos 22 anos Alok estourou, desmistificando os rótulos de underground para comercial no Brasil. Segundo ele a música está aqui para quebrar barreiras, “Não importam os rótulos. Importa se a música é boa. Eu faço música para dançar. Se para isso eu sou o comercial do underground, ou o underground do comercial não importa. O importante é apreciar a música boa sem preconceitos, sem paradigmas, porque a música é para gente se divertir. Se a gente ficar julgando acaba se rotulando muito e perde o melhor”.

Há 10 anos ele trabalha com música e começou a notar que se realmente quisesse levar uma vida de DJ e fazer dessa uma profissão para sua vida, teria que se profissionalizar. “Não quero ser apenas mais um DJ que toca na balada ali, tira uma onda, acorda meio dia. E hoje existe muito isso né, DJs posers. Ou então você vê um DJ até conceituado, toca há 20 anos, mas nunca explodiu. Você vai olhar a vida do cara e vê que ele não profissionalizou aquilo, leva mais como um hobby. Eu sempre pensei mais no lado profissional da coisa. Felipe e Gabriel estão desde o começo comigo, e sempre me apoiaram”.

As parcerias de Alok com Icy Sazaki renderam. “São várias músicas com ele, mas as faixas do remix do Snoop Dog e Puro Extâse tiveram milhares de visualizações no mundo todo”. Da união com o Gabe na releitura de Enjoy the Silence resgataram um hit que foi um marco na carreira do Gabe Wrecked Machines “Fizemos um remix para o low que ficou muito legal. Com ele também produzi a faixa Freedom, outro bootleg, um remix não oficial colocado para download gratuito na internet”.

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Um som que o inspira é o do Criolo que tem uma proposta especial não só pela música, mas pela figura do artista, e o Emicida, que é alguém que leva a música de uma forma muita profissional. Alok é um cara antenado, atencioso, educado, responsável, não usa drogas, tem um foco na música e no trabalho como poucas pessoas. A sensação ao falar com ele é que ele já nasceu pronto. É um astro. E alcançará multidões nunca antes alcançadas pela música eletrônica brasileira.

A música de Alok não para. Cada final de semana ele está around the world, em algum lugar tocando, levando alegria, levantando multidões. A intimidade dele com os palcos e as câmeras é notável. Seu carisma é único. Explode. Vai longe, muito longe! Aguardem as cenas dos próximos capítulos. Ele acaba de estrear no casting da Plus Talent, uma das agências de DJs mais conceituadas do Brasil. Nas próximas semanas a gente conta mais um pouquinho da história do Alok para você. Fique ligado.   “I F@#3U! O Alok apareceu!

Texto: Thaísa Sabino. Fotos: Divulgação e MEB.

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